A primeira capital de Minas Gerais foi o destino final desta etapa de viagens do Gerais+Minas. Hoje ainda muito dependente da mineração, a cidade luta para se tornar mais turística. O turismo está entre os prejudicados pelo rompimento da barragem de Fundão, na zona rural de Mariana, há quase 6 anos. Com medo, os turistas se afastaram. Muitos acreditavam que o centro histórico tinha sido diretamente afetado.

Quem contou detalhes dessa recuperação e da formação da cidade foi o historiador Hudson, que nasceu e cresceu lá. Em uma conversa em frente às igrejas de São Francisco de Assis e de Nossa Senhora do Carmo, ele contou que Mariana foi a primeira cidade histórica planejada de Minas Gerais. Assim, as ruas são bem arrumadas e lembram um jogo de xadrez.

Em Mariana, a história está ligada à arte. O mesmo acontece na família do Hudson. Seu irmão, Edney, é entalhador, escultor e policromista. Ele nos recebeu em seu ateliê e contou detalhes do seu trabalho. O interesse pela arte começou desde pequeno. Enquanto os meninos iam jogar bola e correr, ele, que frequentava a igreja com a família católica, aproveitava para observar as artes do local. Inspirado pelo barroco colonial, hoje ele faz belíssimas peças, por encomenda, e ajuda bastante na restauração de igrejas.

No centro histórico, nossa equipe conseguiu bater um papo com a dona Hebe. Aos 90 anos, ela tem uma agenda super ocupada. É presidente da Academia Marianense de Letras e ajudou a criar uma academia infantojuvenil, para incentivar crianças e adolescentes a entrarem cedo para a arte. Professora aposentada, ela ainda participa da festa de Procissão das Almas, cortejo tradicional da Semana Santa.

Mais uma viagem chega ao fim. Fica aquele gostinho de querer conhecer e apreciar todas as histórias da nossa gente.